Exús

Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.
Exu não faz mau a ninguém, mas joga para cima de quem merece, quem realmente é mau o mau que essa pessoa fez a outra. Ele devolve, as vezes com até mais força, os trabalhos que alguns fizeram contra outros. Por isso, algumas pessoas consideram esse Orixá malvado.
Existem entidades que se dizem Exu e que fazem somente o mau em troca de presentes aos seus médiuns ou por grandes e custosas obrigações, serviços. Não se engane, Exu que é Exu, não faz mau, a não ser com quem merece e além disso, quando ajuda a uma pessoa não pede nada em troca, a não ser que a pessoa tome juízo, se comporte bem na vida, acredite em Deus e tenha fé.
São entidades que fazem o elo de ligação entre o mundo visível e invisível, são os mensageiros dos orixás, os exús batizados são espíritos de luz que trabalham para combater a falanges do mal e os perturbadores. Esta linha tem grande influencia na segurança do terreiro e dos médiuns, são espíritos preparados parar trabalhar nas camadas inferiores.


Exu, O Guia

Existem dois portadores do nome Exu. Um é o Orixá Exu. O outro, são os Guias chamados de Exu (espíritos, muitos, não mais reencarnacionais) que vêm na emanação principal de Exu (O Orixá) que lhes deu suas características, seus gostos, seus hábitos. Porém, esses Exus, também são subordinados a um Orixá regente, que pode ser Omulu, Xangô, Oxossí, ...
Correntes antigas, Esotéricas, montaram uma hierarquia para os Exus (Guias), relacionando 7 (sete) Exus (Guias) principais, considerados como os 7 (sete) chefes de Legião, que comandam e coordenam outros Exus (Falanges), sendo que cada um de seus comandados também comandam mais 7 (sete), seguindo uma ordem hierárquica de cima para baixo de 7 (sete) em 7 (sete).
São eles os 7 (sete) Exus guardiões ou principais:
  • Sr. Sete Encruzilhadas;
  • Sr. Marabô;
  • Sr. Tranca Ruas;
  • Sr. Tiriri;
  • Sr. Gira Mundo;
  • Sr. Veludo;
  • Sra. Pomba Gira ou Bombo Gira.
Cada um desses amigos trabalha dentro das 7 (sete) linhas da UMBANDA, lutando contra o mal e ajudando as pessoas.






























Pontos de Exu e pomba-gira.
Exu é de querer, querer
Na hora grande é que eu quero ver
Exu é de querer, querer
Na hora grande é que eu quero ver
Exu é do romper da aurora
Seu Tranca Rua toma conta agora, exu
Exu é do romper da aurora
Maria Padilha toma conta agora, exu
Exu é de querer, querer
Na hora grande é que eu quero ver
Exu é de querer, querer
Na hora grande é que eu quero ver
Exu é do romper da aurora
As pomba giras tomam conta agora, exu
Exu é do romper da aurora
Todos Exus tomam conta agora, exu !
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Era meia noite
Quando seu galo cantou
Era meia noite
Quando seu galo cantou
Corre gira, corre gira
Vai chegando a madrugada
Salve Exu, Salve Exu
das 7 encruzilhadas
Salve Exu, Salve Exu
das 7 encruzilhadas
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O Sino da igrejinha faz delém, dlem dlom
O Sino da igrejinha faz delém, dlem dlom
Deu meia noite o galo já cantou
Todos exus que são donos da gira
Oi corre gira que Ogum mandou
As pomba giras que são donas da gira
oi corre gira que Ogum mandou
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Unhas grandes
Braços fortes
Seu Tranca Rua vem trazer a boa sorte
Unhas grandes
Braços fortes
Exu do Lodo vem trazer a boa sorte
Unhas grandes
Braços fortes
Maria Padilha vem trazer a boa sorte
Unhas grandes
Braços fortes
Todos exus vem trazer a boa sorte
Unhas grandes
Braços fortes
As pomba giras vem trazer a boa sorte
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Vinha caminhando a pé
Para ver se encontrava
Pomba Gira Cigana de Fé
Ela parou
E leu minha mão
E disse-me toda a verdade
Eu só queria saber
Onde andava
Pomba Gira Cigana de Fé
Que ela parou
E leu minha mão
E disse-me toda a verdade
Eu só queria saber
Onde andava
Pomba Gira cigana de Fé
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Ela é uma cigana faceira
Ela é
Ela é das 7 linhas
E não é de candomblé
Ela vem de muito longe
Ela vem pra trabalhar
Ela vem de muito longe
Pros seus filhos ajudar
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Exu Maria Padilha
Trabalha na encruzilhada
Exu Maria Padilha
Trabalha na encruzilhada
Toma conta
Presta conta
Ao romper da madrugada
Toma conta
Presta conta
Ao romper da madrugada
Pomba gira minha comadre
Me protege noite e dia
é por isso que eu vou
na sua feitiçaria
Pomba gira minha comadre
Me protege noite e dia
é por isso que eu vou
na sua feitiçaria
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Exu que tem 2 cabeças
olhai sua gira com fé
Exu que vence demanda
olhai sua gira com fé
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O garfo de exu é firme
A capa de exu me rodeia
O garfo de exu é firme
A capa de exu me rodeia
Já passei pela madrugada
Já andei pela encruzilhada
Já passei pela madrugada
Já andei pela encruzilhada
Exu toma conta
Exu presta conta
Exu tranque a nossa porteira
Exu tranque a nossa porteira
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Botei na encruzilhada um despacho pra você
Uma galinha preta com azeite de dendê
Botei na encruzilhada um despacho pra você
Uma galinha preta com azeite de dendê
Ai Ai ai
Quero ver quem pode mais
Ai Ai Ai
Quero ver ver quem vai vencer
Ai ai ai
Quero ver quem pode mais
Ai ai ai
Quero ver ver quem vai vencer
Quem anda na macumba tem que ter seu protetor
Mais cedo ou mais tarde
Vai virar borocochô.
ai ai ai
Quero ver quem pode mais
ai ai ai
Quero ver ver quem vai vencer
Botei na encruzilhada um despacho pra você...

Seu jeito e seu trabalho.


Exu gosta de rir, brincar com as pessoas, dizer alguns palavrões, nem todos fazem isso, ser franco e direto, não faz rodeios nem mente. Gosta de beber e fumar, ao contrário do que muitos pensam a bebida e o fumo são peças de aproximação, fazendo com que as pessoas se identifiquem, fiquem mais descontraídas como se estivessem em uma festa. Caso não tenha bebida, ou fuma, ele trabalha do mesmo jeito, porque sua finalidade e ajudar àqueles que precisam.
Alguns Exus foram pessoas como: Políticos, Médicos, Advogados, Trabalhadores, Vadios, Prostitutas, Pessoas comuns, Padres, etc. Que cometeram alguma falha e escolheram, ou foram escolhidos, a vir nessa forma para redimir seus erros passados, outros, são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas e combatendo o mal. Assim, quem diz que os Exus são Demônios, na concepção de que são ruins, ou espíritos sem luz, baixos, não sabe o que está dizendo, ou não conhecem a história de cada Exu, os porquês de sua ritualística, seu modo de trabalho ou sua missão. Não se julga um livro por sua capa ou a pessoa pela sua aparência!
Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos retirando os encostos e espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.
Seu dia é a Segunda-feira, sua bebida, cada um tem a sua, sua roupa, quando lhe é permitido tem cores preta e vermelha. Não aceita sacrifícios de animais, mas se a pessoa quiser acender uma vela (preta e vermelha) na encruza, colocar charutos ou cigarros, cachaça ou outra bebida de agrado é bem vindo. Pode-se colocar, também, rosas para as pomba giras com champanhe, pois elas gostam.
Assim é Exu.
As Vezes temido, as vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo.

Classificação Moral (Bem ou Mal): Exú Pagão ou Exú Batizado?
 Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando óa-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.
O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.
Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.
Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espíritos zombeteiros, mistificadores, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Kiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de “Guias”.
Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas. E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”.

Classificação Pelos Pontos de Vibração dos Exus

 Exus dA CALUNGA:
São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente. Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos. 

Exus da Encruzilhada:
 São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também participam em obrigações, trabalhos e descarregos.  Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.

Exus da Estrada:
 São os mais “brincalhões”.  Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas “brincadeiras” devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente.  São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo. 

Cor: Preto e Vermelho
Fio de Contas: Preto e Vermelho
Ervas: Pimenta, capim tiririca, urtiga, Arruda, salsa, hortelã
Simbolo: Bastão - agô, Tridente
Pontos da Natureza: Encruzilhadas e passagens
Flores: Cravos Vermelhos
Essências: ______
Pedras: Granada, Rubi, Tomalina Negra, Ônix
Metal: Ferro
Saúde: Dores de cabeça relacionadas a problemas de figado
Planeta: Mercúrio
Dia da Semana: Segunda-Feira
Chakra: Básico, Sacro
Saudação: Laroiê Exú ê, Exú Amogibá
Bebida: Cachaça
Animais: Cachorro, Galinha Preta
Comidas: Padê
Numero: _________
Data Comemorativa: 13 de Junho
Sincretismo: Diabo, Santo Antonio
Incompatibilidades: Leite, Comida Brancas e Sal


Atribuições

Vigia as passagens, abre e fecha os caminhos. Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos parar progredir, além de proteger contra perigos e inimigos.


Exú 7 Porteiras
(Guardião 7 Porteiras)

È o encarregado de guardar tudo o que está fechado por meio de caminhos , portas , chaves , segredos.
Pertence a terceira linha negativa da Umbanda , comandada pelo Ogum de Lei .
Esse Exú da o poder ao seu Médium , o que envoca para abrir os caminhos das pessoas que o procuram . Exú Chefe de Falange .
O sentido é figurado , pois pela condição de confiança que ele faz passar as pessoas que estão junto ao seu protegido , essa faz as vontades do médium , permitindo , autorizando , fazendo , confidenciando , ...
È muito soturno , fala pouco , porem sempre a verdade , ele sempre diz que fala a verdade para seu consolente , e não fala o que seu consolente quer ouvir , mesmo se a verdade for digamos , ruim para o consulente , também faz as pesoas falarem muito com ele . 
Tem a característica de encomporar sempre próximo a uma porta . Domina as 7 fronteiras , ou seja , ele pode abrir ou fechar suas portas , caminhos , destinos , etc ...
Ele é um dos 7 guardiões que toma conta dos 7 portais astrais , de um mundo para o outro ou de um astral para o outro .

Características :

- Bebida : Bebinas finas e marafos .
- Fuma : Charutto .
- Guia : Vermelha e Preta .
- Lugar : Ambientes fechados , na encruzilhada de terra ou mata .
- Vela : Pretas , vermelha e preta .

Canto cantado ao Exú 7 Porteiras

Cadê a chave 
Do seu 7 Porteiras (2x)
Ele precisa passar
Ele é seu 7 Porteiras (2x)
Cheguei , cheguei pra trabalhar 
Cheguei , cheguei pra ajudar .
Eu não como ,eu não bebo,eu não durmo
Enquanto esses filhos não curar (2x)
Vou a brir a porteira
Vou abrir pra ele passar
Seu 7 Porteira é curador
Por isso veio pra nos ajudar . (2x)

Laroyê 7 Porteiras !!!



A História do Sr. Exú Caveira 
( Baseada em palavras da entidade ) .

Sou exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho. Fui aceito pelo Divino Trono Mehor-yê e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.
Fui senhor de um povoado que habitava a beira do grande rio sagrado. Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos. Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificado, para acalmar o deus da tempestade. Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre minha futura família, até porque se tratava do meu primeiro filho. Mas todo o meu esforço foi em vão. Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios. Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para conte-lo. Simplesmente e enquanto houve vida em mim, eu matei um por um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.
Passei a não crer mais em deuses, pois o sacrifício foi inútil. Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, tamanha foi a fúria da tempestade. Derrepente o que era rio virou areia e o que areia virou rio. Mas meu ódio persistia. Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue. Sem perceber estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange a fim de me ver morto também. O sacerdote era o líder. Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo. Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos às depravações com todas as mulheres que capturávamos. Foi uma aventura horrível. Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter. Se eu não podia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter. Entreguei-me a outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres. As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade. Nosso rastro era de ódio e destruição completas. Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns dos mais interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina ou religião. Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o faraó.
Foi decretada então a minha morte. Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco.
Parti para o inferno. Mas não falo do inferno ao qual os leitores estão acostumados a ouvir nas lendas das religiões efêmeras que pregam por aí. O inferno a que me refiro é o inferno da própria consciência. Este sim é implacável. Vendo meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo. Mas o sangue que jorrava me fez recordar-me de todas as minhas atrocidades. Olhei todo o espaço ao meu redor e tudo o que vi foram pessoas mortas. Tudo se transformou derrepente. Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam. Naquele êxtase, cai derrotado. Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.
Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda mais cruel. Minha consciência se fechou em si mesma. O medo se apossou de mim, já não era mais eu, mas sim o peso de meus erros que me condenava. Nada eu podia fazer. As gargalhadas vinham de fora e atingiam meus sentidos bem lá no fundo. O medo aumentava e eu chorava cada vez mais. Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido. Onde estava o amor com que eu construí meu povoado? Onde estavam meus companheiros? Minha querida esposa? Todos me abandonaram. Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes. Reduzi-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nesta escuridão é que pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível. Recordar de tudo isto hoje já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste de minha vida espiritual.
Por longos anos eu vaguei nesta imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças. Já não havia mais suspiro, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim nada que se pudesse sentir. Fui esgotado até a última gota de sangue, tornei-me um verme. E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar. Eis que então, depois de muito clamar, surgiu um alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavaleiro que o montava assemelhava-se a um guerreiro, não menos cruel do que fui. Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra. Ali me alimentaram e cuidaram de mim com desvelo incompreensível. Será que ouviram meus apelos? Perguntava-me intimamente. Sim claro, senão ainda estaria lá naquele inferno, respondia-me a mim mesmo. “–Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu.”- Disse uma voz vinda não sei de onde. O que eu não compreendi foi como ele havia me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.
Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu corpo se refez e eu pude levantar-me novamente. Apresentou-se então o meu salvador. Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravado de rubis flamejantes. Seu porte era enorme. Longa capa negra lhe cobria o dorso, mas eu não consegui ver seu rosto.
– Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, porque aqui todos somos iguais.
Disse o homem em tom severo. Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.
- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo. Deves me obedecer se não quiser retornar àquele antro de loucos que estavas. Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida. Desobedeça e sofrerás o castigo merecido.
- Posso saber seu nome, nobre senhor?
- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora cale-se, vamos ao nosso primeiro trabalho.
- Esta bem.
Segui o homem. Ele a cavalo e eu corria atrás dele, como um serviçal. Vagamos por aqueles lugares sujos e realizamos várias tarefas juntos. Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo. Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo. As várias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho. Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores. Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria. Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então que numa assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu. Nela eu me apresentei ao Senhor Omulu e ao divino trono de Mehor-yê, assumindo as responsabilidades que todo Exu deve assumir se quiser ser exu.
- Amor a Deus e às suas leis;
- Amor à criação do Pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer às regras do embaixo, assim como as do encima;
E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas têm para todos os Exus.
A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia. Mas logo surgiu-me a necessidade de ter minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número. Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembram-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse. Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu e com O Senhor Ogum – Megê e pedi que intercedessem para que eu pudesse ser o guardião de meu antigo algoz. Meu pedido foi atendido. Se eu fosse bem sucedido poderia ter a minha falange. Assim assumi a esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá, em substituição ao seu pai de sangue. A filha do babalawo era minha ex-esposa e estava prometida ao seu antigo algoz. Assim se desenvolveu a trama que pôs fim às nossas diferenças. Minha ex-mulher deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado. Muito trabalho eu tive naquela aldeia. Até que as invasões e as capturas e o comércio de negros para o ocidente se fizeram. Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.
Mas meu protegido já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados. Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.
Depois de muito tempo uma ordem veio do encima: “Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova religião iria nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual é diferente do tempo material. Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado. Até que a Sagrada Umbanda foi inaugurada. Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu-yê e então pude assumir meu trono, meu grau e meus degraus. Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje já está no encima, feito meritóriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.
Hoje, aqui de meu trono no embaixo, comando a falange dos Exus Caveira e somente após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho e notei que ela é igual à de meu tutor querido o Grande Senhor Exu Tatá Caveira, ao qual devo muito respeito e carinho. Não confundam Exu Caveira, com Exu Tatá Caveira, os trabalhos são semelhantes, mas os mistérios são diferentes. Tatá Caveira trabalha nos sete campos da fé; Exu caveira trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar à geração de outras vidas, mas não se esqueçam que há sete mistérios dentro da geração, principalmente a Lei Maior, que comanda todos os mistérios de qualquer Exu. Onde há infidelidade ou desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas do Grande Lúcifer-Yê, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei. Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios. De qualquer maneira, o amor impera, sim o amor, e por que Exu não pode falar de amor? Ora se foi pelo amor que todo Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho. Este é o meu mistério. Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua religião e ofereça velas pretas, vermelhas e roxas, farofa de pinga com miúdos de boi. Acenda de um a sete charutos, sempre em números ímpares e aguardente. De acordo com o número de velas, se acender sete velas, assente sete copos e sete charutos, assim por diante. Agrupe sempre as velas da mesma cor juntas e forme um triângulo com o vórtice voltado para si, as velas roxas no vórtice, as pretas à esquerda e as vermelhas à direita, simbolizando a sua fidelidade e companheirismo para conosco, pois Exu Caveira abomina traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim e todos os que praticam tal ato é então condenado a viver sob as hostes severas de meu mistério. Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis aos seus médiuns e àqueles que nos procuram.
A falange de Exus Caveira pertence à falange do Grande Tatá Caveira, que é o pai de todos os Exus assentados à esquerda do Divino Omulu, os demais não posso citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas.
Um último detalhe a ser revelado é que todos os que têm Exu Caveira como Exu de trabalho ou protetor, é porque em algum momento do passado, pecaram contra a criação ou à geração e ambos, protetor e protegido tem alguma correlação com estes atos errôneos de vidas anteriores.
Tenham certeza, se seguirem corretamente as orientações, com trabalho e disciplina, o mesmo que sucedeu com meu antigo e grande sumo sacerdote, sucederá com vocês também, porque este é o nosso desejo. Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.

Que o Divino Pai maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior e a Justiça Divina lhes dêem as bênçãos de dias melhores.
Com carinho
Senhor Exu Caveira.

Pontos Cantados a Exú Caveira .

Portão de ferro cadeado é de madeira 
Portão de ferro cadeado é de madeira 
È no portão do cemitério 
Onde mora Exú caveira !
È no portão do cemitério
Onde mora Exú Caveira !


Soltaram um bode preto 
Meia noite na calunga 
Soltaram um bode preto 
Meia noite na calunga
Ele correu os 4 cantos 
Foi parar lá na poreira 
Perdeu laía sou Exú Caveira 
Ele correu os 4 cantos 
Foi parar lá na porteira
Perdeu laiá sou Exú Caveira !
Laroyê Exú Caveira !


História de Zé Pilintra

Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco. Filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência. Bebia muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais requintado. E em diversas ocasiões suas meninas o arrastaram praticamente inconsciente para o quarto de uma delas. Contudo, era feliz, ou dizia que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do sargento Savério. Era a visão mais linda que tivera em sua existência. A bela loura de olhos claros, deixava-o em êxtase apenas por passar em sua frente. Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa loura, como costumava chama-la. Parou de beber, em demasia, claro! Não era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e ali não faziam mal a ninguém. Dispensou duas de suas meninas, precisava ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é? Julgava-se então o homem perfeito para a bela Amparo. Começou então a cercar a mulher, que jamais lhe lançara um olhar.
Aos amigos dizia que ambos estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para Pernambuco, onde viveriam de amor. Aos poucos a história foi correndo, apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia conseguir seu intento. Outros duvidavam Amparo nunca demonstrara nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice do homem. O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetida. Disposto a defender a honra da esposa marcou um encontro com o rival. Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: - É claro que vou, ele quer me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo... - E mostrava seu punhal para quem quisesse ver. Na noite marcada vestiu-se com seu melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente. Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo ouviu um grito atrás de si: - Safado! - Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo. Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra. Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura. Não perdeu, porém a picardia dos tempos de José Emerenciano.
 Saravá Seu Zé Pelintra!

Pontos cantados a Zé Pilintra 

Mulher Mulher 
Não tenha medo do seu marido (2x)
Se ele é bom na faca 
Eu sou no facão
Se ele é bom na reza
Eu na oração
Se ele siz que sim
Eu digo que não
Eu sou Zé Pilintra 
Ele é lampião !


Seu Zé Pilintra com sua ternura
Sentado no trono 
Ele reza as criaturas 
A estrela de Oxalá seu povo iluminou
Ele é seu Zé Pilintra ele é nosso protetor (2x)

Salve a Malandragem!
Salve seu zé Pilintra !

Exú Gira mundo 

Seu Gira-Mundo é de serventia de Xangô, trabalha no corte de negativos e desmancho de trabalhos de baixa magia cortando correntes numa situação tormentosa, de correntes de atrito de ordem astral percebendo-se males cardíacos; desenrola (dentro da linha justa) casos arrastados na justiça tendo trabalhos de magia interferindo no andamento e descarga e desimpregnação nos filhos de Xangô. Pode-se dizer que ele é o "machado" de Xangô é a lâmina do corte da justiça divina de Xangô, o grande executor.

Este Exu não é muito fácil de se ver em terra, pois seus aparelhos de ação são muito cobrados por este grande Maioral, este Exu é a solidificação do fogo sagrado, um grande justiceiro e manipulador das energias do fogo. Como todo maioral este Exu é incompreendido, pois por serem os justiceiros cármicos são a linha de frente da justiça de Xangô "quem deve paga, quem merece recebe"
BebidaMarafo, Whisky
FumaCharutos
GuiaVermelha e Preta
LugarEncruzilhadas
MetalEstanho
MineralQuartzo Verde Escuro
PlantaMangueira
VelaPreta, Vermelha e Preta

Ponto a Exu Gira-Mundo

Girou,girou
Girou,girou
Girou Exu Gira-Mundo
Girou,girou
Girou,girou
Exu, que vence demanda
É rei na encruza
Saravá Umbanda


Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
Seu Gira-Mundo é amigo e camarada
Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada
Ele sempre lhe dá tudo, mas nunca fica sem nada

Grande Exú Gira Mundo 
Machado de nosso Pai Xangô ,
guardião enviado por nosso Pai Oxolà ,
tem piedade dos justos , e com os incertos , mostrai o camiho da lei de pemba .
Ilumina os caminhos dos aflitos , dos perdidos , e não deixes que nenhum filho de Umbanda se quer se ache sem caminho algum .
Nos livre de todo mal , 
sendo nosso escudo , nossas armas e nossa razão .


Laroyê Exú Gira Mundo 

Salve os Guardiôes da Umbanda !      



TRANCA RUAS DAS ALMAS

É o Guardião dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador entre os homens e os Orixás, lutador incansável, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor Tranca Rua das Almas um espirito muito doutrinado atuando dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Senhor do mundo espiritual onde está sua origem e sua morada. Senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas.
Na UMBANDA, Exu Tranca Ruas não é considerado como um guardião, mas como uma entidade em evolução que busca, através da caridade, a evolução de si mesmo. Nao é uma peculiaridade só dos Exus, mas de todos os espíritos no infinito cosmo espiritual. Não existe espírito evoluído,como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição, o próprio e Absoluto, “DEUS”.
A falange de TRANCA-RUAS é dividida em 7 sub-falanges. Cada sub-falange tem a direção de um Tranca-Ruas específico, como se fosse um batalhão - cada batalhão, um general.
1ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Almas;
2ª Falange comandada por Tranca-Ruas de Embaré;
3ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Ruas;
4ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Encruzilhadas;
5ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Porteiras;
6ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Luas;
7ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Giras;

...Em síntese, O grande agente Mágico do Equilíbrio Universal...

Dr. Tranca Ruas tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias e fazer o que ele ordenar. Este é um dos motivos pelo qual ele foi enviado aqui no plano físico, para pegar as almas perdidas e formar uma hierarquia para que todas as almas perdidas fossem transformadas em seu exército, e desta forma encontrem o caminho novamente para a luz através dele mesmo, podendo assim vigiar, receber as oferendas que são depositadas nas ruas de qualquer cidade aonde Exu Tranca Ruas tem o poder absoluto (Dono da Rua).


Seu vestuário: Cartola sofisticada de época, sua capa varia nas cores azul turquesa, roxo e negro tendo contrastes em vermelho (decorada de safira de preferência amarelo dourada que simboliza sua riqueza e a presença de seu reino). É extremamente educado e fino, poderoso e sinistro. Transita além dos limites monóculos da bondade e da maldade. Guardião das casas, das vilas, das pessoas. Exu não tem nada haver com demônios, pois ele é a própria alegria da vida.

Tranca ruas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.
"O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições: Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. 
Senhor "Tranca-Rua das Almas", senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-nos de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.
Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos;




Tranca Ruas de Embaré


Sr. Exú Embaré, Senhor do mundo espiritual onde está sua origem e sua morada, no Reino de Safira ( Este reino é espiritual ). E neste caso temos duas histórias que comprovam a existência desta divindade de Ngangá no mundo espiritual e outra popular.
A primeira é da vinda desta entidade como mago, feiticeiro e bruxo ao mundo dos mortais para ser útil a quem da magia tem necessidade para alcançar seus objetivos. Este mestre mago feiticeiro, Rei do mundo espiritual vem ao mundo físico e se apresenta como Vulgo (Apelido) Exú Tranca Ruas da Almas.
Ele tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias e fazer o que ele ordenar. Este é um dos motivos pelo qual ele foi enviado aqui no plano físico, para pegar as almas perdidas, formar seu Exército para lhe servir e também formar uma hierarquia para que todos as almas perdidas fossem transformadas em seu exército, e desta forma encontrem o caminho novamente para a luz através dele mesmo, podendo assim vigiar, receber as oferendas que são depositadas nas ruas de qualquer cidade aonde Exú Tranca Rua tem o poder absoluto ( o Reino das Ruas ).
Essa entidade protege a entrada das casas de culto na esquerda da Umbanda e no culto Kibundo ( Kimbanda ), nada se movimenta ou sai de uma casa para as ruas, nada chega ao seu destino de origem como nas matas e outros locais fora da cidade sem que antes sejam realizadas oferendas á Exú Tranca Ruas.
Exu tranca Ruas é respeitado no mundo dos homens poderosos porque foi através do poder de Seu Embaré que elas conseguiram suas fortunas, seus impérios e assim viverem como Reis.Este n'ganga é cultuado é tem réplica de seu Pepelê N'ganga em algumas empresas por isso elas só crescem, geram grandes lucros e contribuem para o equilíbrio do mundo porque esta entidade tem influência sobre o dinamismo do ser humano, quando cultuada por eles.

Obs: Esta entidade é a que mais possui conhecimento para indicar amuletos na cabaça e outros apetrechos para ser colocado como segurança na entrada dos estabelecimentos comerciais e nas residências, que servem contra inveja, feitiços, pragas, demandas, etc...
Exú Tranca Ruas tem o poder de realizar magia para o amor com resultados imediatos e quem nele acredita para fazer a sua união nunca mais sofre por amor.
Tranca Ruas das Almas, só ele pode abrir uma fenda entre o mundo físico e o espiritual trazer ou levar os espíritos que estiver sob seu comando de volta, só ele pode prende - los para executar as tarefas que ele tiver necessidade para beneficiar o ser humano.
Exú Tranca Ruas ( o Rei de Embaré) também é generoso, depois que as entidades a seu serviço realizam as suas tarefas com êxito ele as recompensa cedendo parte do seu poder e luz para a evolução das mesmas.
Por isso esta entidade é tão poderosa e respeitada e todos Sacerdotes adeptos aos cultos afro-brasileiros cultuam Exu Tranca Ruas das Almas na frente de suas casas ( pequenas tranqueiras ) com muito respeito, por que além dele proteger a porta e a rua ele também prende as almas perdidas que tentam entrar nos lugares onde ele é cultuado.
Esta é uma história verídica que confere a Exu Tranca Ruas aqui no mundo físico, mas temos a história de sua origem no mundo espiritual como Ngangá Sr. do Reino de Safira o Rei de Embaré, que deu origem a essa entidade de n'ganga e nos dias atuais trabalha nas casas de culto Kibundo onde realiza suas magias junto ao Pepelê N'ganga, seus médiuns (sacerdotes kibundo) que recebem esta entidade dentro desta linha kibundo é por que já passaram pelo Kamarim Kibundo além de ter feito os preceitos dos sete reinos de n'ganga como exige a própria entidade Tranca Ruas de Embaré ( vulgo Tranca Ruas das Almas ).

Suas Preferências

Essa entidade na linha das almas no reino das ruas aceita todos os tipos de oferenda que são realizadas nas encruzilhadas, estradas, cemitérios, etc...
Como Rei Majestade ( Tranca Ruas de Embaré ) recebe suas obrigações e oferendas em locais específicos de acordo com suas orientações ou através do oráculo Ngombo ( Oráculo dos Ossos ) sob o qual Seu Tranca Ruas de Embaré também conhecedor.
Tem como seu curiador bebidas finas de malte envelhecido, adoração pelo luxo, pedras preciosas, pratarias, porcelanas, e antiguidades valiosas.
Recebe padê como todas as entidades de n'ganga e alimentos de carnes preparados dentro do templo pela pessoa específica do cargo e encarregada de faze-lo.
Seu vestuário é cartola sofisticada de época, sua capa varia nas cores azul turquesa, roxo e negro tendo contrastes em vermelho decorada de safira de preferência amarelo dourada que simboliza sua riqueza e a presença de seu reino.
Geralmente solicita para seu conforto tronos entalhados em madeira e marfim é extremamente educado e fino, poderoso e sinistro é uma entidade muito melindrosa nunca solicite os seus serviços sem de fato ter certeza do que deseja porque os seus trabalhos são alta magia e muito eficazes.





Guardião Pimenta

(Trimasael )- O nome de Exu Pimenta, tem origem nos Quimbandistas, ou Esquerda Negativa da Umbanda, que a denominaram assim, pelo fato de que na proximidade de sua emanação fluídica, antes da incorporação, se sente um forte cheiro de pimenta A sua apresentação astral são de duas maneiras. Uma é igual á de um verdadeiro Mago (com uma aparência, como exemplo, da figura do Feiticeiro, no desenho animado do Mickey Mouse: "O Aprendiz de Feiticeiro". É só imaginar essa figura e, acrescentar ao redor do corpo fluídico do Exu Pimenta, uma diáfama camada de vapores químicos que o envolve completamente e o acompanha sempre.
E a outra como um caboclo, um índio forte sempre se mexendo,ou em volta de ervas. Ele seria como um caboclo quimbandeiro! Pertence a inha das almas, vive na calunga das matas! Ele é da linha negativa de Oxossi e trabalha em serventia do caboclo Pena Azul

Características

Arma - trabalha com fundanga, enxofre, fósforos, pimenta, queima papéis e constantemente receita banhos e defumações com várias misturas de ervas. Costuma manter fogo aceso dentro desse caldeirão enquanto está em terra incorporado,pois o fogo é agente má transmutador
Bebida - marafo, vinho, cerveja, uísque, conhaque e pinga com pimenta
Fuma - charutos
Guia - Sua guia (corrente, colar) na maioria das vezes é Verde e Preta, com tridentes de Exu e Pomba-Gira, meia lua, estrela de 5 pontas e imagens de caveira, ou então guias com bastante metais, já que ele é como se fosse um alquimista. Seu domínio é fazer misturas com ervas, metais, ou seja, fazer transformações assim como um alquimista!
Vela - vermelhas,pretas,brancas (principalmente com vermelhas)


Guardião Capa Preta

(Musifin) - Pertence a linha negativa de Oxossi serventia do caboclo Cobra Coral, esta na hierarquia cabalística como Décimo sétimo comandado de exu calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de umbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafó e todas as bebidas destiladas.Recebe também oferendas de padê(Farofas), carne de porco, ejé, Pimenta e etc...Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não à problemas que ele não possa solucionar.Possui uma aparência imponente, mas crispado. Apresenta-se muito sério, fechado, taciturno. Visto em um médium que trabalha com essa entidade, que a mesma quase nunca piscava os olhos, ficando-os quase fixos e de forma penetrante.
Lendas
Exu da Capa Preta, se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução.
Seu poder
Musifim é um Exu muito famoso por resolver problemas aparentemente sem solução, através da Magia da Kimbanda. Faz o errado virar certo e o certo virar errado como bem lhe convêm.Tem o poder, e possui o conhecimento para fazer trabalhos espirituais utilizando os feitiços da magia para manipular os elementos que envolve os reinos vegetal, mineral e animal. Manipula estes elementos através da magia negra, para resolver problemas que envolvam negócios relacionados a área profissional, afetiva, saúde e espiritual, não importando o quão difícil seja a situação.Seus trabalhos são eficazes, de resultado imediato, soluciona quais quer problemas dentro de 7 dias após a realização do trabalho solicitado.
Caminhos

*Exu Faca de dois gumes
*Exu Mironga
*Exu Capa Preta das Encruzilhadas
*Exu Capa Preta do Cemitério
Caracteristicas

Arma - Trabalha com crânio, pólvora, punhal, fita preta, bonecos, figuras, pontos riscados, terra de cemitério, caixões
Bebidas - pinga com mel, marafo, absinto, licor, conhaque, bebidas finas
Fuma - Charutos
Guia - amarela, vermelha e preta
Indumentária - Sua apresentação, inclusive que lhe deu o nome, é de sempre usar uma capa preta que o envolve.
Velas - amarela, vermelha e preta, vermelha e preta bicolor


Guardião Capa Preta das Encruzilhadas


O Guardião Capa Preta da Encruzilhada ,como o próprio nome diz trabalha nas encruzilhadas. Sua forma astral é de um homem vestido com uma longa capa negra ,cartola e bengala ,assim como sua imagem. A maioria dos exus Capa Pretas quando incorporam se apresenta em uma forma elegante ,gosta de se vestir bem. Dizem que em sua ultima encarnação foi um rico lorde. É um exu chefe de falange ,da linha negativa de Oxossi ,gosta muito de conversar com seus consulentes explicar tudo sem deixar duvidas. Sua companheira fiel é a Pomba-gira Dama das 7 Capas
Contos
O ônibus estava lotado, eu não conseguia vê-la, mas sabia que estava lá. Podia senti-la, captava sua angustia, sua indecisão, e acima de tudo seu medo. Ela não estava só, alem de mim, vi outros que a acompanhavam. Eram de outra faixa vibratória, pertenciam ao passado. Tentavam envolvê-la com uma energia densa e pegajosa. Sempre que faziam isso ela ficava mais nervosa e também mais decidida. Eu os via, mas eles não me notavam. À medida que o ônibus avançava pelas ruas centrais mais e mais pessoas entravam. Todos apressados para chegar em casa. O coletivo corria em direção a periferia da cidade. Ela esta lá, meio deslocada, olhava com insistência um pedaço de papel. Ali em suas mãos o endereço que segundo ela mudaria seu destino. Ato continuo ela toca a campainha, o ônibus para, descemos... Aqueles que a acompanham, vibram, ela esta na iminência de servir como instrumento na vingança que planejam há muito tempo. Vibram com tanto ódio que ela enfureceu-se consigo mesma. Como se deixara envolver por aquele rapaz? Tinha que resolver isso imediatamente e tratar de seguir sua vida, sem que seus pais soubessem. Ela verifica o número anotado, esta perto. Chega a uma casa humilde, como todas as outras ali no bairro. Toca a campainha é atendida por uma senhora que executara o serviço. A mulher a analisa rapidamente, já vira muitas iguais a ela, não tem tempo para conversa fiada.Pede-lhe o dinheiro e manda que espere, pois existem duas mulheres na frente dela. Ela senta-se e aguarda. Eu tenho que agir rápido. Vibro minha espada no ar, e os seres trevosos que a acompanham estarrecem ante minha presença. Fatalmente eles me notam,agora ou correm ou me enfrentam. Decidem sabiamente pela primeira opção, saem da casa, mas ficam do lado de fora, tentando contatar outros que podem vir ajudá-los. Aproveito para me aproximar dela. Envolvo-a com minha capa, ela se acalma, por um instante, sugestionada por mim e titubeia. Já não tem certeza se deve continuar. Eu vibro em seu mental para que saia dali vá tomar um ar fresco lá fora. Ela me atende. Quando chega , ainda envolvida por minha capa, torna-se invisível para os que a acompanham. Tenho que me materializar. Ela assusta-se ao me ver, tenta gritar não consegue, tenta voltar para dentro da casa, mas eu a impeço. Chamo-a pelo nome, digo-lhe que não deve me temer, falo que venho em paz. Tenho uma missão: Evitar que ela faça o aborto. Não deve impedir aquele espírito de vir ao mundo. Pouco importa se a concepção fora fruto de uma aventura. Deve deixá-lo vir. Será um menino, veio do passado para cumprir uma missão, ela não deve abortá-lo. Sei que seus pais não aprovarão a gravidez, mas me comprometo a acalmá-los e fazê-los aceitar. Ela chora, não entende como pode estar ouvindo aquilo. Falo com tanta firmeza que ela quer saber quem sou. Digo-lhe que me chamam de Exu Capa Preta, sou um guardião, protegerei o menino que ela carrega no ventre. Estarei ao lado dele a vida toda, acompanhando-o, guiando-o e protegendo-o. Portanto ele não deve temer. Chorando ela consente, avança para a rua, toma um ônibus e retorna para casa. Protejo-a durante a gravidez, o menino nasce forte e saudável, cresce sem sobressaltos como prometi. Sempre que acho conveniente deixo-o que me veja, aos poucos vou me apresentando. Hoje ele esta feliz, acabara de completar 18 anos.Seus amigos comemoram a data festiva. Movido pela curiosidade o rapaz resolve conhecer um terreiro de umbanda. Estou ansioso, chegou meu grande dia! Ele chega, senta na assistência. Lá dentro uma gira de Exu. Eu já me entendi com o Exu chefe da casa, somos bem vindos. Quando ele entra para tomar um passe com linda Pomba Gira eu tomo-lhe à frente e incorporo. Abraço a moça com carinho, já nos conhecemos de longa data, fumo, bebo, canto. Daqui para frente haverei de incorporar sempre que necessário. E assim foi. Ele desenvolveu, abriu seu próprio terreiro, cumpre com amor e carinho sua missão. De minha parte não o abandono nunca. Estou sempre disposto e feliz.

Mensagens

A escuridão nem sempre é a falta de luz, é um caminho tortuoso, é andar sobre espinhos.
Quem foi que disse que Exú não tem coração?
Quem foi que disse que Exú não respeita a Deus?
Quem foi que disse que Exú é vingativo?
Quem foi que disse, pois é isso, todos dizem, todos falam de Exú, todos falam da Umbanda, pois atirar pedra, é mais facil quando se é na janela do vizinho.
Pois é mais fácil odiar do que amar, é mais facil criticar do que respeitar, é mais facil se defender atacando.
Não sou santo, nem defensor do agressor, mas quero a justiça, a palavra correta, e a língua sem veneno.
Não me comprem, nem me dêem presentes, sou um mensageiro, sou um guardião, vivo na caridade, e não na escuridão.
*Guardião da Capa Preta
*Guardião Capinha Preta

Em suas duas últimas encarnações:

Ele era um rapaz que vivia afastado da vila principal, onde ele gostava de uma princesa, mas só que o Rei, pai da princesa, não gostava dele pois, além de ser pobre, sua família era de bruxos, assim ele fez uma bruxaria para matar o Rei e ficar com a princesa, sendo assim aconteceu, ele herdou o reino todo para pois era casado com a princesa.
Com o tempo ela descobriu a verdade e de vingança matou os dois filhos deles, ele com muita raiva matou-a, destruiu a aldeia e foi degolado.
Em sua última encarnação também vivia longe da aldeia principal morava em rochas, seus pais, também bruxos, (na verdade eram os filhos dele em sua última encarnação), foram assassinados por serem bruxos, mesmo só fazendo o bem. Órfão aos 5 anos de idade, ele foi criado por um mago até os 15 anos, onde para vingar seus pais, fez um feitiço onde matou a vila toda (cerca de 400 pessoas), morreu novamente degolado, pelo próprio mago que o criou, pois os pais desse mago viviam nessa aldeia.
Ele é afilhado do Exú Capa Preta da Encruzilhada e da Pomba-Gira Molambo das 7 Capas.
Pertence à linha dos Exús Mirins. Trabalha muito nas encruzilhadas.



Guardião Tiriri


(Fleruty) - de grande força para despachar trabalhos nas encruzilhadas, matas, rios, apresentando-se como um homem preto com deformação facial. Também se apresenta com grandes traços orientais, anda de preto, com um gato preto ou um gato siamês, possui cabelos lisos como de japones preso como rabo de cavalo, e ele tambem possui uma capa preta e vermelha, possui tambem uma bengala ou uma bastão na sua mão. Ele vem na Linha de Oxalá.
Seu tiriri é um exu rebelde, de acordo com "lendas" ele se apaixonou pela filha de um rei, e o mesmo sabendo disto, o aprisionou numa torre!!!!
Mesmo sendo rebelde, ele também é um exu bastante sedutor, chama atenção de homens, crianças e hipnotiza as mulheres!

Caminhos

Seu Tiriri das Encruzilhadas
Seu Tiriri das Matas
Seu Tiriri dos Infernos
Seu Tiriri Menino
Seu Tiriri da Calunga
Seu Tiriri das Almas
Seu Tiriri da Figueira
Seu Tiriri do Cruzeiro
Seu Tiriri da Meia Noite
Seu Tiriri Cigano

Alguns Tiriris ao final do nome dão outro nome em africano, para especificar o tipo de Tiriri que comanda no Astral : Tiriri - Bará; Tiriri - Apavená; Tiriri - Apanadá; Tiriri - Lonãn, todos abaixo do comando de Exu - Tiriri.
Tiriri é considerado o "Senhor da vidência" ou aquele que vê mais além, por isto é um dos mais evocados em casos relacionados com adivinhação através de búzios, principalmente no Camdomblé.
Dependendo do tipo de Tiriri dependerá do tipo de Pombagira que o acompanha nos trabalhos. A parceira de cada exú se evidencia nas zimbas (pontos riscados), as quais são antigos símbolos, os quais representam o lugar onde vive o exú, seu nome e sua parceira como temas principais, também se podem ler nas mesmas partes da vida terrena deste exú. Os pontos riscados são a firme evidência de que o que está escrito nada pode mudar, isto se aplica também ao nome do exú, sua vida, moradia e parceira, nestes cultos os pontos riscados ou firmeza espiritual equivalem a Ifá para os cultos iorubá. Lamentavelmente, nem todos se capacitam no estudo dos simbolos sagrados e por isso muitas vezes somos tidos de que os assentamentos de Exú onde lhe dá nomes que não os pertence ou as vezes de uma parceiro que não lhe corresponde. Isto traz como conseqüencia que a pessoa que recebe a dita entidade, com o tempo acaba deixando desse templo, para buscar algum onde na realidade reconheçam seu nome ou parceira.

Caracteristicas

Bebida - gosta de um bom whisky ou de bebidas fortes de boa qualidade
Fuma - Charutos
Indumentária - As vestimentas do Tiriri são geralmente capa, chapéu (as vezes boina com visor ou chapéu de aba alta), utiliza bastão (o bastão ou bengala, é entregue aos exús quando são "coroados" como chefes no ritual de quimbanda. Somente alguns exús utilizam bastão como arma pessoal que trazem da Aruanda), trajes geralmente em tons vermelho e preto (as vezes branco). Quando se tratar de algum trabalho nas praias ou com ciganos, entçao agraga tons azulados e motivos com outras cores. Se apresenta com muita habilidade e astúcia, é extrovertido, falador e as vezes irônico (como toda entidade de quimbanda).

Escudo Fluídico
Esta entidade obedece à força deste escudo fluídico riscado com pemba roxa com um vértice ou ponta para o cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado deve ser de cor cinza-clara, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem puramente espiritual, ao longo da linha de saída que corta o dito triângulo e para pedido ordem material, com velas pares dentro do triângulo. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em prato de barro, acesos de lumes para fora, em leque. Aceita qualquer espécie de flores miúdas de tonalidades pardo-escura, etc., junto com galhos de vassourinha-branca por cima e ao redor de sua oferenda. Estas oferendas devem ser feitas às quartas-feiras, entre nove horas e meia-noite, sempre numa encruzilhada de quatro saídas ou caminhos, nos campos, capoeiras, etc., e nunca nas de ruas.



Guardião do Lodo

É ligado aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Kimbanda

É o mesmo que Exu Nanguê da nação Keto. Este ancestral é o que devastou recentemente com lama uma região no outro lado do mundo. Provoca catástrofes naturais como lamaçais devastando tudo que encontra pela frente.
Muitos adeptos deste ancestral o procuram para destruir a vida de um inimigo querendo com ele que sua vida se torne miserável.

Lenda

Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser antisocial. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.

Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas eu estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ele tinha descoberto. "Existe um ser nobre - lhe digo - que cuida de uma pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Tranca Ruas.

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensei: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pantano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pos-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.

Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.

Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos te-la sempre ao nosso lado

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadass. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal sudito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.


Exu Morcego


Apresenta-se astralmente sob a forma de um homem forte com uma grande Capa Preta e com um morcego desenhado no peito ou na forma de um grande vampiro. Trabalha com pembas, e com morcegos. Quando ele vem em trabalhos em terreiros para combater demandas ele faz uma forma de dança como se tivesse pegando seus inimigos com suas garras.

Kimbanda

Exu Morcego, Líder da 11ª Falange, subordinado ao Exu Calunga, nervoso, anti-social não é muito de prosa, mas quando faz algum tipo de trabalho como ele mesmo diz "vai buscar voando" e sempre cumpre com o que diz. Deve se ter um cuidado muito especial com este Exu, por ser considerado guardiões de muitos mistérios!!!

É considerado o Exu da morte, cura e vida. Diz-se uma entidade do ar que desceu do céu para decapitar os primeiros homens maias feitos em madeira. Seu assentamento leva ferradura e ouro. Guardião do umbral. Entidade que trás consigo o ritual do esgotamento das paixões terrenas onde o homem sai da roda de samsara e entra na vida, ou seja, em direção a luz, e também a entidade que aprisiona as pessoas apegadas às paixões terrenas e somente sai das cavernas quando realiza as verdades espirituais da vida. Suas oferendas são realizadas em cemitérios e pântanos.

Têm o poder de transmitir ou curar, à distância, qualquer espécie de moléstia. Os trabalhos são efetuados na hora grande, isto é, à meia-noite e, geralmente, na Magia Negra, onde são utilizados animais. Após o sacrifício esses animais estão sujeitos a contraírem, a raiva (hidrofobia), quando a finalidade desses trabalhos é feita com o propósito de enlouquecer algum oponente. A sua apresentação é a de um enorme morcego.

Características

Bebida - vinho, absinto, conhaque
Fuma - charutos, cigarros
Guia - Vermelha e Preta com um morcego
Lugar - matas, cavernas e encruzilhadas,cemitérios e pantanos
Metal - Cobre
Mineral - Quartzo Azul Escuro
Planta - Mamona
Vela - pretas, vermelhas e pretas

Lenda

Em um castelo, inteiramente de pedra, mal cuidado e isolado no meio de uma floresta, típico daqueles pertencentes ao feudo europeu, vivia um homem branco e corpulento, trajando uma surrada roupa, provavelmente antes pertencente a um guarda-roupa fino. Percebia-se o desgaste causado pelo passar do tempo, pois ainda carregava uma grossa e rica corrente de ouro de bom quilate, com um enorme crucifixo do mesmo cobiçado material. Parecia viver na solidão, muito embora no castelo vivessem vários serviçais. Na torre do castelo, as janelas foram fechadas com pedra, e só pequenas frestas foram feitas no alto das paredes. A luz não podia entrar. A torre não tinha paredes internas, formando uma enorme sala, com pesada mesa de madeira tosca, tendo como iluminação dois castiçais de um só vela cada. Ao lado da tênue luz das velas, livros se espalhavam sobre a mesa, mostrando ser aquele homem um estudioso e que algo buscava na literatura. De braços abertos, com um capuz preto cobrindo sua cabeça, emitia estranhos e finos sons, tentando descobrir o segredo da conhecida Sagrada Arte. Pelas frestas da torre, entravam e saiam voando vários morcegos com os quais ele procurava inspiração e força para atingir sua conquista. Por quê? Não sei. A idéia e as razões eram da estranha figura. Parecia um homem de fino trato, transfigurado na fixação de atingir um poder que não lhe pertencia. Seu nome? Também não sei. Só o conheço incorporado nos terreiros como o querido mas temido Exu Morcego.

Ponto Riscado





Guardião Mor

 Também conhecido como Exu 9 Luzes
Exu mor conhecido também como Anjo Belo é uma das três entidades mais poderosas que existem na Hierarquia Demoníaca. De acordo com a invocação ou evocação que a ele é feita, distribui os trabalhos a ele dirigidos a mais dois exus não menos poderosos. Esses exus por sua vez comandam mais outros vários exus e assim por diante... Como pode ver irmão de fé, dentro da ordem hierarquica é formado um verdadeiro exército, comandado por Exú Mor. Este Exú, como os outros existentes, serve diretamente a todos os Orixás da Umbanda, procurando atender as ordens que lhe são dadas. Cada um deles atende a um ou mais orixá, pois o exú, de uma forma geral, nada mais é do que o lado oposto do Orixá. Melhor dizendo, o lado negativo do Orixá. Está é uma das grandes dúvidas que ainda existem na Umbanda/Quimbanda, por falta de esclarecimentos mais objetivos a respeito deste assunto. Na verdade o diabo não existe como se afirma em diversas religiões, e sim o negativo de cada Orixá. Deus é absoluto, o criador de tudo que vemos, tocamos etc, portanto Deus foi quem criou tudo e deixou toda a sua criação ao alcance do homem para que ele pudesse usa-la da melhor maneira que ele achasse que deveria usar, portanto, foi ele "Deus" quem criou também o Diabo, fazendo que cada um de nós o usasse e respondesse pelo uso que fizesse.


Exu Rei das 7 Encruzilhadas


Esse Exu comanda uma das Falanges mais poderosas e numerosas de exus. Sua aparência astral é a de ser visto como um ente humano normal qualquer, com a característica que está sempre vestido de preto. Esse Exu Rei tem a particularidade de não incorporar, apenas o fazendo os seus comandados e sob as suas ordens diretas.
Esses testas-de-ferro, incorporados usando o nome do Chefe, usam sempre a expressão "meu chefe determinou isso, aquilo, vou consultar meu chefe, isso eu posso fazer, isso eu não posso fazer, (trocam" "chefe" por "superior" ou outra expressão análoga).

Isso não quer dizer que não tenham força. Tem e muita. É comum em seus trabalhos, pedirem para os consulentes colocarem nas encruzilhadas um charuto aceso, uma garrafa de marafo, bem como oferendas diversas.

Em terra, bebe bebidas finas em taças e fuma charutos de boa qualidade. Come carne de todos os tipos.


Incorporado, se apresenta e caminha como uma pessoa normal, sem mascara de sofrimento no médium e gosta muito de receber honrarias, ser servido e ser bem tratado, como só acontece com quem é Chefe. Protege por demais os seus médiuns, dando a eles a intuição do perigo e da desconfiança quando alguma coisa não vai bem.
Sempre deixa patente gostar que seu médium trabalhe mais com ele do que com as demais entidades da Direita da umbanda.


Caracteristicas

Erva - Guiné
Guia - Vermelha e Preta, trabalha muito com velas pretas ,vermelhas,preta e vermelha, Trabalha muito com ervas e na fixação do médium!!
Metal - Ouro
Mineral - Quartzo branco bruto

Oração ao Guardião Rei das Sete Encruzilhadas

Saravá Santo Ântonio de Pemba!

Saravá à força do Sete!

Saravá à todos os Exus!

Ajoelhado aos teus pés, estou rogando que me escute no sopro dos sete ventos, meu grande Exú Sete Encruzilhadas.

Com a força do teu garfo que carregas nas costas e da cruz do teu peito, eu humildemente peço que tenhas vidência das dores que trago no peito aflito.

Sete Encruzilhadas Exú dos sete caminhos, senhor rei das Sete Encruzilhadas de fé, sepulte nas sete catacumbas os nossos problemas e tristezas.

És um lindo homem, um cavalheiro, andas descalço com tua linda capa de veludo, a gargalhar pela noite, venceste sete guerras, vença pelo menos uma para mim, se eu merecer pois estou em desespero.

Sete Encruzilhadas, conheces as dores e angústias do mundo onde tu vivestes, amaste, sofreste e foste humilhado, mas hoje carrega a Coroa dos infelizes e essa coroa quem te deu foi a misericórdia de pai Oxalá, nos pés de pai Olorum.

Sete Encruzilhadas, coloque debaixo de teu pé esquerdo o nome dos meus inimigos, livrando-me das invejas, calúnias e dos olhos grandes. põe no meu coração o perdão e a justiça, para me reconhecer e me corrigir das minhas faltas.

Lindo homem de cabelos negros e olhos de cristal, perfuma a minha vida com o perfume das sete rosas vermelhas.

Atenda meu pedido, te imploro Sete Encruzilhadas pois sei que os teus protegidos, tu jamais desampara.

Rei dos sete mistérios, carregas as sete chaves do destino, abra os meus caminhos e me faça feliz, pois contarei sempre com a sua proteção, agora e em todas as horas de aflição.

Saravá Sete Encruzilhadas

Kimbanda

Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão.

Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de azeitonas. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam.

Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia.

Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:

"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios exus.


Guardião Sete Capas

Calunga na linguagem da Magia e dos espíritos é o Cemitério, local sagrado onde as almas descansam mas também podem ser evocadas para fazer o bem e o mal.

Exu 7 Capas é o Rei das Calungas e seu poder pode realizar qualquer tipo de magia branca ou negra, todo feitiço que Exu 7 Capas realiza funciona e tem resultado esperado pois ninguém pode contra o reino das Calungas pois um dia todos nós iremos pertencer de fato a ele é só uma questão de tempo.

As magias das Calungas são as das mais poderosas que existem pois controlam plenamente o plano dos mortos, controlam o plano espiritual e quem controla este plano como Exu 7 Capas faz pode realizar qualquer coisa.

Se está com problema espiritual não perca tempo faça uma consulta com Exu 7 Capas e de solução a ele.

Foco

Vinculado ao Foco onde o elemento principal é o oxigênio, pois como sabemos, Oxossi é o Rei das Matas, da agricultura, da renovação da natureza e da vida selvagem e Ossain é o rei das folhas, através das quais se faz a fotossíntese que é o processo responsável pela produção do oxigênio durante o dia e do gás carbônico durante a noite, na natureza. Como sabemos, o gás Carbônico é venenoso e produz a morte; também sabemos que entre as figuras arquétípicas da humanidade a noite simboliza na maioria das culturas a morte. Tanto é assim que uma das expressões mais repetidas na literatura diz, nessas ou em outras palavras: "A NOITE DA MORTE BAIXOU SOBRE...; OU A NOITE DA MORTE TIROU O BRILHO DE SEU OLHOS". Assim, a falange do exú Sete Capas é a responsável, na umbanda, pelo acompanhamento dos seus filhos em seus últimos momentos até chegar o momento de cortar o cordão fluídico (ou como é conhecido, cordão de prata) que mantém o espírito ligado ao corpo. É o fim da utilização, pelo corpo, do oxigÊnio produzido sob a energia de Oxossi e Ossain. Por isso mesmo, deveria ser sempre buscada junto ao exú Sete Capas a proteção para aqueles que amamos, e para nós mesmos, em questões graves de saúde e nos pedidos para que passemos desta vida para o plano astral sem maiores sofrimentos e que nosso espírito possa receber o desligamento do plano material sem traumas e sem choques. Também nessa linha da umbanda, vêm aquelas entidades que se vinculam à natureza seja pela vida natural que levavam, como os caboclos e caboclas que nada mais são que os Índios que viviam nas terras brasileiras; as entidades que por seu trabalho tinham como telhado o infinito e como proteção as copas das árvores: Os Boiadeiros; e, finalmente, ainda podemos citar como trabalhadores dessa linha várias entidades que chegam com o fim específico da cura; essas entidades trabalham com diversos remédios e banhos a partir de folhas, flores, frutos, sementes, cascas e raízes das plantas.


Guardião Sete Cruzes

9º comandado da falange de Exu Calunga, o Guardião Sete Cruzes é o responsável pelo zelo na entrada dos cemitérios, e para receber todos os espíritos dos suicidas e facínoras que aqui na terra cometeram, as maiores atrocidades. A esse Exu é entregue os pedidos, quando se deseja que alguma pessoa tenha morte violenta. Embora o Exu das 7 Cruzes não faça parte integrante da Linha de Omulu, o mesmo tem o poder de transportar os espíritos ou pessoas para onde quizer. O mesmo foi o responsável pelos sofrimentos dos últimos momentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Atua nas curas e limpezas das energias dos kiumbas. Suas manifestações se dão com a quebra dos galhos das árvores. Sua oferendas consistem em frutas doces.

A ele foi designado o trabalho nas matas, sendo esta a razão do seu nome nos diversos cultos da Magia Negra. A este Exu solicita-se a proteção, quando uma pessoa amada foi para longe e desejamos a sua volta.

Caracteristicas

Bebida - marafo, Whisky, bebidas fortes
Fuma  - charutos
Guia - brancas, pretas e brancas, amarelas e pretas
Lugar - onde exista abundância de árvores, ou seja, nas matas
Velas  - brancas, pretas e brancas, amarelas e pretas


Guardião Sete Trevas

No Astral Inferior, Umbral, Meio e etc..., existem 7 planos vibratórios negativos, que são cuidados, organizados, administrados, policiados e guardados pelas entidades de esquerda da umbanda. Cada um desses planos corresponde a uma vibração negativa de um dos 7 sentidos negativos que se cultuados pelo ser humano, fatalmente o conduz, após seu desencarne, a uma dessas faixas de sofrimento.

Em cada um desses planos/lugares, existem os Exús responsáveis pela manutenção dele, bem como possuem a incumbência de para lá arrastarem (esse é o termo), os desencarnados que falham no cultivo da virtude positiva contrária à esse plano.

Cada Exú corresponde a um desses Planos e tem apenas compromisso com os seus Chefes desse Plano especifico.

Cada Chefe de cada Plano obedece ao Maioral. No caso do Exú Sete Trevas, ele é subordinado direto do Maioral, com a incumbência, autoridade e permissão de poder adentrar em qualquer um desses planos sem ser molestado, desde que obedeça as regras de cada Plano e de antemão, peça licença ao Chefe de cada lugar para adentrar.

Exú Sete Trevas não é superior aos Chefes de cada um desse 7 Planos vibratórios negativos.

A vestimenta astral desse Exú é totalmente de couro grosso avermelhado tendo como símbolo desenhado em seu peito esquerdo, uma cruz invertida na cor amarelo ouro e no centro dessa cruz, o desenho de um crânio.

Carrega em seu cinto e peito, armas e apetrechos de escolta de preso, pois uma das suas funções é a de transportar sofredor de um Plano para outro (por ordem de quem e para que ou quem, isso já é outro mistério que cerca essa entidade).

Quando da incorporação, tem como característica "arrebentar" o médium de dentro para fora, como se fosse um corpo maior ocupando um espaço menor.

É muito grande a sua forma astral, daí a impressão do médium incorporado apresentar estar maior do que é. Bebe e come de tudo que lhe derem. Fuma todos os tipos de charutos escuros que lhe derem, preferindo os maiores.


Guardião Sete Covas

Essa entidade atua sobre o esgotamento de espiritos desencarnados. Isso quer dizer que ele tenta esgotar todas vicissitudes dos espiritos que desencarnaram (geralmente em uma morte recente).Seu campo de trabalho é o cemitério (nas catacumbas, covas, tumbas). Os Exus dessa Falange trabalham sob as ordens do Exus 7 Encruzilhadas do Cemitério e Sr. Omulu.
É entidade, dessa forma, traz consigo muita energia negativa (naturalmente utilizada em seus trabalhos), por isso recomendo muita prudência ao realizar a invocação dessa entidade. Isso vale para qualquer outra entidade que trabalhe sobre os domínios do Sr. Omulu.Exú 7 Covas responde na Sétima Linha da Quimbanda chefiada por Omulú - Orixá Maior, junto com 7 Caveiras, 7 Campas, do Pó, 7 Cruzes, João Caveira e 7 Catacumbas.
Costumam dizer que a terra é a mãe de todos os encarnados e, o que é depositado na mãe (corpo morto, defunto) é responsabilidade deles em cuidar, para que a mãe (terra) não seja estragada com as más vibrações dos filhos (defuntos).



Guardião Pinga Fogo


Exu de serventia de Yorimá (Pretos-Velhos "o primado da Magia"). Este chefe de Legião tem sua característica no trabalho que realiza no corte de bozós - trabalhos de magia negra na calunga(cemitério, casa grande, reino do pó etc.). Também atua no corte de correntes vindas de almas penadas, aflitas, desesperadas. Corta tudo que for relacionado que se usa menga, ejé (sangue) de sacrifícios de animais, bonecos, agulhas, dedal, alfinete, enfim, tudo que se relaciona com o Reino do Bruxedo. São conhecidos como Exus das Almas, tão decantados, mal interpretados e mistificados. Um exemplo de atuação dos exus das almas é exatamente no cemitério pois lá entra quem já não pode sair e muitas vezes não queria estar lá (também acontece de não saber do que acontece mas aí é um outro caso) então se renegam e tentam "tumultuar"; outro sim, seres e larvas astrais que desejam mais do que nunca reformarem seus corpos astrais necessitam de carbono e onde há muito carbono? Isso, lá na calunga, com sangue, vísceras e tudo o que pode ser usado por eles para se "alimentarem". Também estão, os exus das almas, onde há cruzeiros, profusão de sangue (abatedouros) e em portais de comunicação com outros mundos.

Caracteristicas

Arma - Trabalha muito com ervas, punhais, fitas, crânio(imagem de barro)
Bebida - conhaque, Whisky, marafo
Erva - Bananeira
Fuma - Charutos e cigarrilhas
Guia - preta e branca com imagens de caveiras
Indumentária - capa roxa por dentro e preta por fora, com bordados em dourado
Metal - Chumbo
Mineral - Ônix preto bruto ou hematita

Escudo Fluídico

Esta Entidade obedece à força deste triângulo fluídico riscado com pemba vermelha e com uma das pontas da seta riscada que atravessa o triângulo, de frente para o ponto cardeal LESTE ou NORTE. O pano sobre o qual deve ser riscado é de cor cinza-escura, cortado em forma triangular. Leva velas ímpares para pedidos de ordem espiritual, ao longo desta seta que corta o triângulo, distribuídas de acordo, e velas pares para pedidos de ordem material, ao correr do risco em forma de V que está dentro dele. Aceita álcool ou aguardente em copo de barro e charutos em pratos de barro, acesos em forma de leque, com os lumes para o exterior. Aceita flores de trombeta e folhas de pinhão-roxo, em torno da oferenda que deve ser feita aos sábados, entre nove horas e meia-noite, nos campos, capoeiras e matas, e nunca nas encruzilhadas de rua. Essa oferenda pode ser feita em qualquer tipo de encruzilhada.

O PESO DA MEDIUNIDADE

"Se vocês desenvolvem a parte espiritual, se querem aprender a receber a sintonia - seja dos caboclos, pretos-velhos, ou qualquer das falanges trabalhadoras da Lei da Pemba - devem também aprender que efeito isso traz se o médium não está preparado.

Não basta só a fé e a boa intenção, mas a consciência também é necessária. Consciência de que a verdadeira sintonia com o plano astral, no sentido de atendimento em prol da caridade, tem que ser baseada na disciplina, disciplina, disciplina - setenta e sete vezes.

É muito bonito o fenômeno espiritual - a paz que os mentores nos trazem, o carinho, a amizade, a dedicação, as curas - mas a disciplina e essa consciência têm que ser exercitadas sempre, sempre. O Rabi da Galiléia disse: "orai, mas vigiai" - essa vigília deve existir sempre.

Quando uma pessoa está para ser atendida por um espírito, ela está depositando toda a fé dela na solução do problema que ela traz ali, naquele momento.

No momento quando vou atender uma pessoa, ela vai jogar para mim toda a responsabilidade do problema e o que eu falar, ela vai fazer.

Agora: o espírito é a água e o médium, a jarra. Se a jarra está suja, a água vai sair suja.

Temos que ter essa consciência porque ela vai agir na sua coroa, tanto na mediunidade consciente quanto na semi-consciente.

Mesmo se o médium tem a semi-consciência total, a responsabilidade também é dele. "Ah, mas eu não me lembro." Você não lembra, mas você está atuando, na sua parte espiritual. Não existe o fenômeno sem a passividade mediúnica.

Com o coração envolvido de amor e olhando no próximo uma pessoa que precisa de evolução, nós podemos chamar as nossas entidades e atender.

Mas devemos ter o cuidado, junto aos nosso guias, de sempre motivar a pessoa para o progresso e para a evolução.

O espírito nunca define a situação para ninguém, isso seria uma transgressão do livre-arbítrio de cada um.

O médium deve ter cuidado, porque as pessoas perguntam e perguntam muito. Elas querem saber de tudo, elas querem a resposta "certa". Elas querem tirar delas mesmas a responsabilidade dos seus próprios atos, inconscientemente, mas é isso que acontece: "eu posso fazer, mas o espírito não me falou pra fazer."

Em todo o setor, o livre-arbítrio é uma lei, seja nos sentimentos, seja nos problemas materiais.

Lembrem sempre, meus filhos, da vigilância e da disciplina, sempre.

Vamos nos livrar da vaidade, a vaidade que leva o médium ao ponto de pensar que, sem ele, não haveria trabalho mediúnico; que se não fosse ele..., que por causa dele..., assim você começa a se distanciar dos verdadeiros princípios do amor. A humildade é a base.

A principal coisa que o médium tem que aprender é amar, amar. "Amai-vos uns aos outros", como o Rabi vos amou.

Que Ogum, com sua força, com suas armas, possa defender o caminho e o propósito de cada um. Que a força desses lanceiros possa iluminar esse trabalho."



Guardião Sete Catacumbas

Catacumbas é um poderoso Exú da Umbanda, Kimbanda e Candomblé, conhecido no Catimbó como Mestre 7 Catacumbas. Onde ele fica pode ter certeza não fica um egum próximo e uma característica muito impressionante é que quando ele vai embora arrasta consigo tudo de ruim que houver no terreiro.

Sério, bravo,nervoso,bondoso, não tem misericórdia de espíritos que atrapalham o sossego alheio, no entanto é um fiel protetor e grande conselheiro de todos que queiram fazer do seu mundo um lugar melhor pra se viver.

O Sr. Exú 7 Catacumbas, serve a linha de Obaluaê. Ou seja, ele é um guardião cósmico, que aje na força emanada(axé) do Orixá Obaluaê. (Assim como em seu primeiro elemento terra, Obaluaê, é ativo e passivo em seu segundo elemento, a água, o Sr. Exu 7 catacumbas, também tem estas características herdadas. Sua forma é esquelética(caveira), porém seu campo de atuação é maior do que do Sr. Exu Catacumba. E como todos os Srs. Exus, e Sras. Pombagiras, que são do cemitério, trazem em suas capas(exus), e em suas saias(pombagiras) os segredos dos mistérios divinos da vida e da morte, e da transição entre esses dois planos.

Atribuições

Sete Catacumbas é uma espécie de policial executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso. É um mensageiro que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo uma forma ameaçadora para fazer-se respeitar.

É um Exú e sem eles a força dos Orixás não atuaria no mundo, pois são eles os operários incansáveis. Temido por não admitir a desobediência, ele aplica castigos a quem é também guardião. Ele faz na verdade cumprir a lei de causa e efeito.

Mesmo punindo, quando se há merecimento, Mestre 7 Catacumbas cura, concede maiores facilidades em alcançar o que desejamos. É um faxineiro do astral, porque purifica os ambientes e pessoas desmanchando todo tipo de magia negra. É comum ver sua legião preocupadas em alertar contra males, jamais trabalhando contra a lei divina do amor

O mundo de Sete Catacumbas

Há vários equívocos envolvendo Exús e Pomba-giras. Alguns deles referem-se às suas funções como foi falado em outras postagens. Mas também se faz muita confusão a respeito de nomes, faixas de vibração ou melhor, domínio onde encontramos a energia de vibração para entrarmos em contato com certas entidades.

Algumas vezes vamos a um determinado centro ou terreiro no qual nos dizem que nosso guia, caboclo, mentor ou Exú possui tal ou tal nome. Mais tarde ao sermos atendidos em outro terreiro nos dão um nome diferente do primeiro.

Vamos tentar tirar a dúvida do por que disto acontecer com tanta freqüência. Para isso é preciso entender que os Exús não são obrigados a conhecerem todos entre si. Pois possuem funções semelhantes dentro do plano espiritual. Mas como em uma grande empresa não há como conhecer todos os colegas de diversos setores e funções.

Eles são trabalhadores das faixas umbralinas e de regiões que se localizam entre o mundo material e espiritual. Podendo cada um ter passagem livre para qualquer uma das faixas de vibração menos densa que a sua. Mas podendo exercer toda força da sua energia somente dentro do campo ao qual está designado a trabalhar.

Podemos citar algumas dessas faixas para facilitar o entendimento, mas isso não vai traduzir na integra a grandiosidade e a complexidade dessa região do plano astral. No primeiro plano teríamos os Exús Ciganos, de Rua,Encruzilhadas e Exús das Matas, que são verdadeiros pára-médicos socorristas, são eles que dão os primeiros socorros ou ficam de prontidão observando desencarnados errantes, enquanto cumprem ao mesmo tempo o trabalho de senhores do sofrimento cármico de acordo com o merecimento de cada um. São eles que assustam e amedrontam, tornando o estágio errante ainda mais aterrorizador, daí sua aparência séria e sua conduta às vezes até mesmo algoz.

Por outro lado auxiliam ao perceberem o real arrependimento e desejo de melhorar-se. Costumo dizer que quem vai trabalhar com estudantes leva livros, quem vai trabalhar com doentes leva remédios, mas quem vai trabalhar com bandidos vai armado. Se os Exús cumprindo sua função espiritual tentassem aplicar as lições que só o sofrimento ensina com uma aparência menos austera do que aquelas que usam, seriam como uma professora que não impõe respeito, disciplina e energia a alunos levados. Sendo assim não poderiam apresentar-se de forma diferente. Tudo isso é uma espécie de uniforme de trabalho. Se partirmos do principio de que nenhum deles exerce a função no lugar onde habitam por obrigação, mas sim por vontade e pelo simples desejo de auxiliar nosso desenvolvimento espiritual, compreenderemos o grande amor que cada um possui dentro de si.

Assim como temos os Exús Ciganos, de Rua, Exús das matas e tantos outros que vibram dentro de uma freqüência que se localiza em pontos de energia entre o nosso mundo material e o mundo espiritual como num duplo etérico do nosso planeta, temos também os Exús de almas, cemitério ou Calunga, o que é o caso do Exú Caveira, Maria Padilha das Sete Catacumbas, Maria Molambo, Maria Quitéria, Exú Sete Catacumbas, Sete Liras (Lúcifer) e tantos outros. A função dos Exús de almas é vibrar com uma freqüência tão densa que podem ir e vir das áreas mais profundas das zonas umbralinas. Enquanto os Exús de rua vibram em áreas localizadas em regiões mais próximas a nós, socorrendo os desencarnados errantes. Os Exús de almas mantêm espíritos de vibrações primitivas, presos a seus carmas umbralinos enquanto isso for necessário para seu aprendizado.

Todos os Exús são onipresentes, ou seja, podem fazer-se presentes em um local e através do pensamento ir e vir e também fazerem-se sentidos e ouvidos em outros lugares ao mesmo tempo. Aqui é importante ressaltar que Exús de Rua vibram numa freqüência que varia da sua faixa de vibração até nosso universo material, enquanto que os Exús da entrada umbralina relaciona-se ao portão da Calunga ou cemitério, aos quais chamamos aqui de Falange das Caveiras. Eles podem vibrar das primeiras faixas densas do Umbral onde habitam até nosso universo material, no entanto não adentram as faixas mais densas as quais pertencem aos Exús das faixas mais profundas.

Se pudéssemos comparar o Umbral a um edifício subterrâneo de nove imensos andares, Sete Catacumbas estaria trabalhando em uma freqüência localizada no terceiro andar de baixo para cima, ficando as outras duas últimas sobre a guarnição das falanges de Lúcifer (Exú 7 Liras) e Omolu (muito confundido com o Xapanã do Batuque e Obaluaiê do Candomblé). Estes possuem livre passagem em todas as faixas e assim chegam a nós.

Daí a confusão muitas vezes criada onde certa entidade erra o nome do Exú de alguém. Um Exú de Rua teria perfeitas condições de reconhecer outro Exú da mesma faixa sem margens de erros. Mas no momento que tentar identificar um Exú que vibra em uma região inferior apenas acertaria o povo, Calunga por exemplo, mas dificilmente conseguiria identificar com exatidão nome da falange que ele representa. Pois não tem um contato direto com ela, a não ser que esta esteja já em um estágio de afinidade e com o médium já desenvolvido.

Sete Catacumbas e o Catimbó

Catimbó é uma miscigenação da feitiçaria européia acrescida grandemente por diversos elementos do cristianismo que chegando ao Brasil foi se misturando aos cultos de raízes indígenas e africanas.

O Catimbó cultua santos católicos e também possui uma rica a simbologia baseada em tradições indianas, egípcia e greco-romana. No Norte do Brasil o Catimbó baseia-se no culto em torno da planta Jurema, onde essa erva é seu principal elemento, mas em todo país cada um dos Mestres possui um erva de fundamento.Se tivermos que caracterizar qual é o principal objeto de culto não há dúvida que são as ervas, pois não há dúvida que o Catimbó é xamanista com muita práticas de pajelança, mas é baseado em Mestres, apesar de os Caboclos também participarem.

O Catimbó não é muito diferente ou melhor que outros cultos, como por exemplo os de origem afro-brasileira e não se pode dizer que suas entidades sejam de nível superior ou inferior aos guias da Umbanda (incluindo orixás). Há também a manifestação de entidades da Kimbanda como Zé Pilintra, Maria Quitéria e Sete Catacumbas, todos em notável estado de evolução e maturidade espiritual com grande sabedoria e facilidade de aconselhamentos, desobsessão, indicação de ervas medicinais e limpezas espirituais e curas materiais.

No Catimbó São Jerônimo é São Jerônimo e Xangô é Xangô. São Jorge é São Jorge e não Ogum. Existem muitas semelhanças em relação às giras, mas as essências são outras. Os Mestres são Senhores da sua magia e não há hierarquia havendo muito respeito de um mestre para com outro mesmo para uma entidade irreverente como Zé Pelintra. Sete Catacumbas vêm com toda força das práticas da sua cultura original e a sabedoria da Cabala Egípcia. Qualquer mestre que fora adotado ou inserido com o tempo em cultos umbandistas ou afro-brasileiros sentem-se totalmente "em casa" em um culto de catimbó, pois ali poderá ser ele mesmo sem regras ou dogmas dos quais se revestem em outros cultos.

O Catimbó pode ser considerado o avô da Umbanda, tem mais de 400 anos e a Umbanda quase 100 anos. O Catimbó desenvolveu-se de forma paralela, mas independente das outras religiões no Brasil. Os passes da Umbanda vêm da fumaçada feita com cachimbos e charutos invertidos que já existia no Catimbó.

É uma reunião alegre e festiva quando em sua forma de roda (ou gira), mas, pela falta da corrente doutrinária formal vários formatos serão encontrados, dependendo da ciência, vidência, maturidade e ética de quem o dirige.



Guardião Maré

Pertence à linha de Iemanjá e trabalha junto a Iansã e a Oxum com o intermédio de Xangô. Bem eclético, ele é o Exu guardião da sabedoria do povo das águas, odeia a mentira e faz um trabalho sempre muito esclarecedor, procura por seus médiuns exatamente por que necessita de uma inteligência nativa dentro deles (inteligência emocional), gosta da cor amarela e por ser um amante do mar também gosta de um bom RUM.

Cuida muito de seus filhos dando-lhes sabedoria e compreensão. Vaidoso como OXUM, certeiro em suas palavras como IANSAN e justiceiro como XANGÔ, cuida da evolução e cura espiritual dentro da linha kármica da justiça, fazendo seus filhos evoluir em cada pensamento e atitude. Carrega em suas mãos uma pedra branca (Pérola gigante) que lhe dá o poder de desaparecer e se transportar para o lugar desejado.

Muitos o vêem em forma de esqueleto com a cabeça de tubarão, a seus ossos são amarrados crânios e alguns deles são substituídos por facões ou espadas.

Iansã lhe dá o poder de cuidar dos QUIUMBAS (obsessores), levando-os para dentro do mar (abaixo do fundo do mar), ao qual dificilmente voltam. Logicamente que sempre dentro da linha da justiça de Xangô.

Lendas

Foi um Pirata e como bom Pirata, traído. Ele foi o único que sobreviveu ao ataque articulado por seus inimigos, amarrado e mutilado quando jogado ao mar com uma adaga enferrujada para que enfrentasse os tubarões. Ele gerou dentro de si uma terrível força de revolta e vingança, pois sua tripulação havia sido dizimada. Força essa que o fez sobreviver magicamente, foi salvo por pescadores da região que com as ervas o curaram. Disfarçado, foi atrás de seu traidor e quando o encontrou, para sua surpresa, descobriu que era sua amada que o entregou por status e poder. Seguiu e matou a todos, dando-lhes uma morte digna, vingando a sua tripulação.

Exceto a sua amada, que já arrependida de sua traição, suicidou-se ao saber que ele estava vivo e vingando a sua tripulação.

Apesar de um Pirata, ele era um comandante de fibra e lei, fazendo amigos por onde passava, ajudava a todos e dizem que era de família muito nobre, da corte e que suas atitudes e seu porte eram mais de Rei do que de Pirata.

Hoje trabalha nos terreiros de Umbanda por escolha divina, ajudando as pessoas a resgatarem seu karma. Seu corpo astral leva consigo um osso ou uma ferramenta de cada um de sua tripulação


João Caveira

João Caveira é o nome de uma falange de exu de Umbanda (entidade espiritual) da Quimbanda e Umbanda brasileira. Trata-se de uma das falanges de entidades responsáveis pelo encaminhamento das almas (espíritos desencarnados) que vagam nos cemitérios para áreas de captação e triagem. É representado por um homem carregando um crânio humano. Em outra versão é a própria caveira em pé. Normalmente é associado como estando localizado no portão do cemitério (calunga), mas sua ação é muito mais abrangente. Suas manifestações mediúnicas são ocorrentes nos terreiros. É uma entidade séria e de poucas palavras, normalmente indo diretamente ao assunto.
João Caveira pertence à falange do Exu Caveira, que por sua vez é regida pelo orixá Omolu. Trabalha no cemitério, seu ponto se força é do lado direito do cruzeiro, trabalha muito com Exu Caveira, algumas lendas falam que João Caveira é filho do Sr. Omulu. É serventia do Ogun Megê,e também do preto velho das almas. O tipo de seu trabalho é bem parecido com o do Exu Caveira. Também é um exu guardião chefe de falange.

Características

Bebida - Marafo, Whisky, destilados
Guia - preta e branca,preta e amarela ou toda preta
Lugar - Calunga pequena
Vela - Pretas, Vermelhas, Brancas



Guardião Veludo

Pertence à Linha das Encruzilhadas, que é uma das Linhas Negativas da umbanda.

É assistente imediato do Exu Rei das 7 Encruzilhadas. Pertence a linha negativa de Ogun,sendo serventia do Ogun Rompe-Mato Portanto, tem ligação de trabalho com tudo que envolva a água. Tanto é que seu ponto de força é no lado direito da margem do rio em relação ao por do sol.

Um outro detalhe observado e que gostam é o de fazerem os seus médiuns trabalharem descalços e, quando Exus Veludos caminham, dão a impressão de que estão amassando e/ou pisando sobre areia.

Recebe oferendas de trabalho na beira da água, tanto doce como salgada.

Sua forma astral é na forma de um cavalheiro ricamente vestido, aparecendo entretanto como característica dissonante de sua personalidade.

Veste-se elegantemente de vermelho e preto, também com capa nessa cor. Bebe todos os tipos de bebidas finas e fortes e fuma charutos de boa qualidade.

A origem do nome é bem antiga, do tempo em que as pessoas de fala mansa, calma, tranqüila, eram lembradas como: "tal pessoa é um veludo no falar". Portanto, a onomatopéia da voz desse Exu se confunde com uma qualidade de voz aveludada.

Onde incorpora um Exu Veludo, fatalmente incorpora também o Exu dos Rios, possuindo ambos identidade e apresentação quase idênticas Apesar de ser "um veludo" no falar, é uma entidade muito forte. Protege por demais os seus médiuns, e exige muito deles para a manutenção dessa ligação médium/Exu Veludo.

Caminhos

Exu Veludo da Meia Noite
Exu Veludo Cigano
Exu Veludo 7 Encruzilhadas
Exu Veludo Menino (Veludinho)
Exu Veludo dos 7 Cruzeiros
Exu Veludo das Almas
Exu Veludo dos Infernos
Exu Veludo da Calunga
Exu Veludo da Praia
Exu Veludo do Oriente
Exu Veludo Sigatana
Exu Veludo do Lixo

Características

Bebida - marafo, Whisky, vodca, bebidas finas e fortes
Fuma - charutos
Lugar - encruzilhadas
Velas - pretas, vermelhas e pretas

Quimbanda

Este Exu, vem das costas orientais da África, era swahili (negro arabizado). Usa um turbante na cabeça, e lindos tecidos de veludo trazidos de oriente, que lhe valeram o apelido na Kimbanda de "veludo" Dado a sua forma luxuosa de se vestir, no estilo muçulmano, muitos que viram seu tipo de apresentação através da mediunidade, o confundiram com um cigano e o associaram com os mesmos. Isto não significa que não trabalhe com os ciganos, ao contrário, tem inclusive uma passagem ou caminho que se apresenta como um. Tem muitos conhecimentos sobre feitiços que se fazem utilizando panos, tigelas, agulhas, pembas e outros ingredientes. Abre os caminhos e limpa trabalhos negativos feitos nos cemitérios

4 comentários:

  1. maravilhoso, muito esclarecedor.

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  2. Imagem de Exu Gira Mundo bem mais bonita, use aqui na pagina: http://1.bp.blogspot.com/-DSDICjWuCVA/U4PwbhAa3CI/AAAAAAAAPbk/_fEE7AWBYbk/s1600/Gira+Mundo+Exu+-+1.JPG

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